16/03/2015
Notícias
Quelóides pós-cirurgia
Para boa parte dos pacientes, a cirurgia plástica é sinônimo de procedimento sem cicatrizes. Não é bem assim. O cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sylvio Corrêa explica que nas cirurgias estéticas esses problemas se agravam seriamente quando a cicatrização, em lugar de seguir a sua evolução normal, dá origem às cicatrizes hiperplástica, hipertrófica ou de quelóides. “Trata-se de uma complicação muito frequente”, lembra o médico ressaltando que o tipo de pele influência em muito no resultado final.
As cicatrizes hiperplástica podem aparecer, apesar da técnica cirúrgica adequada e de uma cicatrização sem problemas, em consequência de uma resposta pessoal do paciente à lesão do derma. As hipertróficas ou quelóides ocorrem de má cicatrização ou de mau resultado de uma cirurgia técnicamente perfeita. Costuma ser elevada, possui coloração rósea, limitada às bordas da ferida, apresenta prurido e eventualmente dor. Costuma parar de crescer e regredir com o tempo, isso com a ajuda de massagens. Já a queloidiana constuma ser elevada, coloração violácea, invade os tecidos vizinhos como um tumor, geralmente apresenta prurido, dor e ardor, não regride espontaneamente e continua crescendo, geralmente não cede à compressão e massagens e independe da técnica cirúrgica.
Segundo o médico Sylvio Corrêa, o cirurgião necessita de um perfeito conhecimento dos fatores que influenciam no processo cicatricial para que se possa prever e prevenir um resultado antiestético no tocante à cicatrização, o que depende também de um equilíbrio na produção do colágeno.